Quem é Rico Melquiades, influenciador envolvido em caso sobre bets e assédio eleitoral
Rico Melquiades anuncia saída do Brasil no dia da proibição das bets O influenciador alagoano Rico Melquiades voltou a chamar atenção após anunciar que va...
Rico Melquiades anuncia saída do Brasil no dia da proibição das bets O influenciador alagoano Rico Melquiades voltou a chamar atenção após anunciar que vai deixar o Brasil para morar em Portugal. Vencedor de A Fazenda 13 e com histórico de divulgação de casas de apostas, ele fez o anúncio na sexta-feira (25), mesmo dia em que o presidente Lula (PT) proibiu a atuação das bets no país. 📱Participe do canal do g1 Alagoas “Próximo mês eu não serei mais um cidadão brasileiro. Eu estou indo morar fora do Brasil, eu estou indo morar na Europa. [...] Não vou mais residir no Brasil, eu vou morar na Europa, em Portugal”, afirmou Rico. Luiz Ricardo Melquiades, conhecido como Rico Melquiades, começou a ganhar espaço na internet publicando vídeos de humor e situações do cotidiano. A fama aumentou nacionalmente em 2021, quando participou de A Fazenda 13. Rico venceu o reality com 77,47% dos votos do público e recebeu o prêmio de R$ 1,5 milhão. Durante o programa, ficou conhecido pelas discussões com outros participantes e pelo bordão “calada vence”. Depois do reality, continuou produzindo conteúdo para as redes sociais e fazendo campanhas publicitárias. Atualmente, reúne milhões de seguidores. Assédio eleitoral MP eleitoral pede investigação de Rico Melquiades por coação eleitoral contra funcionárias Uma das polêmicas mais recentes envolvendo Rico aconteceu em setembro de 2026, após ele publicar um vídeo em que questionava funcionárias sobre as preferências políticas delas. (Assista acima) Na gravação, intitulada “Minha casa, minhas regras”, Rico dizia que não queria pessoas que votassem no PT trabalhando na casa dele. Ao ouvir de uma das mulheres que ela era petista, o influenciador afirmou que ela estava demitida e pediu a carteira de trabalho. O caso passou a ser investigado pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) por possível coação eleitoral e foi encaminhado à Polícia Federal para apuração na esfera criminal. O Ministério Público do Trabalho (MPT) também entrou com uma ação civil pública contra o influenciador, acusando-o de assédio eleitoral e pedindo R$ 5 milhões em indenização por danos morais coletivos. MPT pede indenização de R$ 5 milhões contra Rico por assédio eleitoral; ele se retrata LEIA MAIS: MP investiga influenciador Rico Melquiades por coação eleitoral contra funcionárias Justiça proíbe Rico Melquíades de fazer assédio eleitoral contra funcionários Rico Melquíades: entenda o assédio eleitoral e as acusações em ação de R$ 5 milhões A Justiça do Trabalho determinou que Rico não pratique assédio eleitoral contra os trabalhadores nem utilize funcionários em vídeos de conotação política. Também estabeleceu multa de R$ 300 mil por infração em caso de descumprimento da decisão. O pedido de indenização de R$ 5 milhões ainda depende do julgamento da ação. Após a repercussão, Rico publicou uma retratação. Ele afirmou que as mulheres que apareciam na gravação eram familiares, que estavam cientes do conteúdo e pediu desculpas. Briga com Luana Piovani Luana Piovani responde stories de Rico Melquiades. Reprodução/Instagram Mais recentemente, Rico também trocou ofensas com a atriz Luana Piovani. A discussão começou após a atriz compartilhar a retratação publicada pelo influenciador no caso envolvendo as funcionárias e criticá-lo nas redes sociais. Rico respondeu com ataques pessoais à atriz. Depois, publicou um vídeo caminhando pela orla acompanhado de seguranças e fez uma provocação relacionada a Portugal, país onde Luana mora. Dias depois, ao anunciar que pretende justamente se mudar para Portugal, Rico publicou um print de uma mensagem que disse ter enviado à atriz pedindo desculpas e solicitando indicações de lugares para morar no país. Operação sobre divulgação de jogos de azar Rico Melquiades Divulgação/ Redes sociais Em janeiro de 2025, Rico foi um dos alvos da Operação Game Over 2, da Polícia Civil de Alagoas. A investigação apurava a atuação de influenciadores na divulgação e no incentivo a apostas em plataformas de jogos online irregulares. Na casa de Rico, policiais cumpriram mandado de busca e apreensão. O carro e aparelhos celulares do influenciador foram apreendidos, e houve bloqueio de contas bancárias no curso da investigação. Como o 'Jogo do Tigrinho' colocou influenciadores de AL na mira da polícia Na época, Rico afirmou que nenhum objeto ilícito havia sido encontrado na residência e disse que havia divulgado apenas casas de apostas que considerava regulamentadas. O influenciador também afirmou que estava à disposição da Polícia Civil e da Justiça. Depoimento na CPI das Bets Influencer Rico Melquiades nega receber ganhos extras com perdas de apostadores A investigação em Alagoas também levou o nome de Rico à CPI das Bets no Senado. A relatora da comissão, senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), pediu a convocação do influenciador para explicar sua relação com empresas do setor e a divulgação de jogos online. Rico prestou depoimento em maio de 2025. Aos senadores, confirmou que tinha contratos de publicidade com casas de apostas, mas negou envolvimento direto com empresas irregulares e disse que não recebia valores adicionais com as perdas dos apostadores. Durante a sessão, ele também mostrou aos parlamentares como funcionava o chamado Jogo do Tigrinho e afirmou nunca ter utilizado “contas demo” para fazer publicidade. 🔎As contas demo são fornecidas pelas plataformas de apostas a influenciadores e simulam ganhos fictícios com o objetivo de atrair apostadores. Rico também declarou que não obrigava ninguém a apostar e comparou o endividamento provocado pelos jogos ao relacionado ao consumo de bebidas. “Eu não obrigo ninguém a jogar. Antes [das bets e dos influenciadores] já existia jogo do bicho, loteria. Não mudou muita coisa. E do mesmo jeito que tem pessoas que se endividam para jogar, tem pessoas que se endividam para beber”, afirmou. Rico Melquiades durante depoimento na CPI das Bets Geraldo Magela/Agência Senado