Boicote a empresas em AL: listas divulgam nomes de apoiadores a Lula; MPT acompanha casos
Ministério Público do Trabalho em Alagoas Divulgação/MPT-AL Após a reeleição do presidente Lula (PT), no último domingo (25), listas de boicote com nome...
Ministério Público do Trabalho em Alagoas Divulgação/MPT-AL Após a reeleição do presidente Lula (PT), no último domingo (25), listas de boicote com nomes de artistas, estabelecimentos comerciais e profissionais liberais de Alagoas começaram a circular nas redes sociais. O Ministério Público do Trabalho (MPT) acompanha os casos. 📱 Participe do canal do g1 Alagoas Nas publicações, usuários incentivam o boicote a comércios e profissionais que declararam apoio a Lula. Segundo o MPT, a prática pode configurar assédio eleitoral, crime eleitoral e ilícito trabalhista. O g1 entrou em contato com a assessoria da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) em Alagoas para saber se a entidade havia feito um levantamento da quantidade de empresas e profissionais incluídos nas listas. A associação informou que está apurando os casos. “Empresas e profissionais liberais prejudicados com essas listas de boicote por conta da orientação política devem procurar o Ministério Público Eleitoral, porque essa é uma conduta extremamente hedionda, reprovável, e precisa ser seriamente combatida”, afirmou o procurador do trabalho Rodrigo Alencar. Agora no g1 O empresário Hyago de Oliveira Santos, dono de uma empresa de acessórios para motos em Arapiraca, no Agreste de Alagoas, divulgou que está em uma dessas listas. Ele lamentou a situação e perguntou aos seguidores se consideravam o caso normal. “Vamos ‘simbora’ trabalhar, se apegar a Deus e fazer as coisas boas. Eu tenho amigos que votaram no [Flávio] Bolsonaro, tenho amigos que votaram no Lula, tenho funcionários dos dois lados. Cada um tem o seu direito de escolher e votar em quem quiser. Eu jamais vou deixar de trabalhar por conta disso”, afirmou Hyago. Sobre casos em que empregadores perseguem funcionários por causa da orientação político-partidária, o procurador Rodrigo Alencar explicou que a legislação brasileira proíbe esse tipo de conduta e prevê sanções aos responsáveis. “O trabalhador que é vítima de assédio eleitoral pode fazer uma denúncia anônima ao MPT. Ele pode entrar com uma ação individual ou coletiva, pedir uma indenização se for dispensado. Além de pagar a multa, o empregador pode pagar o salário em dobro, durante o tempo que o funcionário ficou afastado”, concluiu. Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é reeleito para quarto mandato Foto: Ricardo Stuckert